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Histórias

Thiaguinho

Hoje sou Profissional da Educação Superior. Graduado em Administração, especialista em Gestão por Competências, Mestre em Avaliação da Educação Superior e iniciando uma caminhada rumo ao titulo de Doutor, mas nada me faz esquecer do título de 1996.

À época, eu era um jovem aspirante a carreira de atleta e, com 14 para 15 anos, tive a oportunidade de treinar por quase quatro meses com os meus maiores ídolos. Claudio Mortari, Paulinho Vilas-Boas, Pipoka, Danilo, Ratto, Caio Cassiolatto, Tonico e tantos outros.

Pude compartilhar experiências com os últimos amigos que estiveram em uma olimpíada defendendo nosso basquete. Tempo Bom! O ídolo daquela época era o inesquecível Prof. Tuta. Depois de algumas “idas e vindas” por clubes da capital, em 1998 voltei para a “terra do caqui” para defender a saudosa equipe do Mogi.

Com 17 anos, fui convidado pela "lenda viva" Nilo Guimarães para compor a equipe juvenil. Saudade dos meus amigos Thiagão (que faleceu em novembro de 1998), Paulão, P.H, Rafão, André, Edu, tantos outros. Construímos um time com um laço forte de amizade.

Seis meses depois fui compor o grupo adulto, formado por ninguém menos do que Jeffty, Danilo, Tonico, Everaldo, Luisão, e o maior de todos: Márcio Azevedo! Lembro-me até hoje do jogo entre Mogi e Corinthians de Santa Cruz do Sul. Em Mogi, fomos vice-campeões paulistas, perdendo um jogo que não merecíamos. Talvez isso tenha acontecido para que pudéssemos aprender o real valor de nossa parceria. E assim foi 1998.

Em 1999, no time adulto, as responsabilidades aumentavam. Fiz minha estréia com alguns jogos pontuando muito bem (cinco ou sete pontos em 3 minutos). Lembro-me com emoção disso até hoje e guardo as camisetas.

Surgia com grandes perspectivas para uma carreira! Fui um dos maiores cestinhas do estado no ano na categoria juvenil, fato que me levou até a Seleção Paulista. Estreitei os laços com o Nezinho, Willian Drudi, Xuxa, Fúlvio e consolidei uma parceria que se iniciou em 1997, lá no Círculo Militar, com o AMIGO Fernando Fischer! Cresci para o basquete! Em Mogi, fiz o meu primeiro amigo em outra língua, grande Craig Brow. E assim foi 1999.

Veio o ano 2000. Ótimos e muitos convites para sair de Mogi. Talvez se eu os tivesse aceitado provavelmente outras coisas teriam acontecido, mas não o fiz por amar a cidade em que nasci e, claro, pelos amigos. Até então, o Nilo, o Regis, o Pizza e o Frank tinham me ensinado muito mais do que o basquete; são lições que me formaram como homem. O que fica são as lembranças boas e o aprendizado.

Deixei a equipe em 2001. Voltei ao ginásio para alguns amistosos jogando por Suzano e em 2002 fui campeão dos Regionais na “minha casa” jogando por São Sebastião. Rodei pela segunda divisão e por outros estados até parar de jogar em 2006 e avançar na carreira na qual estou hoje. Só voltei ao templo em 2008, e levei minha esposa para conhecer o ginásio no qual vivi os melhores momentos da minha vida de atleta.

O tempo passou. Em 2011, vem o magnífico twitter e o encontro com o grande guru. Danilo Castro, um dos jogadores mais inteligentes que já vi. Fiquei sabendo que o time ia voltar. Me arrepiei ao descobrir. Fiquei emocionado na minha mesa de trabalho e escutando os colegas de trabalho perguntando: “Professor, o que houve?”. A vontade era de dar pulos e correr pro ginásio pra ouvir a torcida.

Mogi voltou. Vou ao ginásio para rever a “minha casa”. Fui tão bem recebido que cheguei a me arrepiar. Erasmo, Caio, Atilio, Gibão e Everton, o Nilo... Fui recebido como um Filho, com abraços calorosos e lembranças emocionantes. Pra completar, encontrei o amigo e irmão Rafão, hoje pivô de um grande time de Portugal, e uma das maiores revelações do nosso basquete: Paulinho. Neste dia eu vi, o quanto foi valorosa a convivência com esses amigos e descobri que, por menor que fosse, existia uma contribuição de minha parte.

Eu joguei em Mogi. Estou na história, isso é fato. Mas o melhor de tudo é saber que hoje, os meus grandes amigos “moram na minha casa”.

Mogivoltou!!!!!

Thiago Francisco