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Histórias

ATLETAS QUE VIBRARAM COM A TORCIDA NO "GIGANTE HUGO RAMOS"

Passaram por Mogi das Cruzes grandes jogadores da historia do basquete brasileiro. Em 1995 a base do time da cidade era também a base da seleção brasileira. Os jogadores Pipoka, Janjão, Caio e Rato, formavam o time titular de Mogi e o time titular da seleção.

Passaram pela cidade, como rivais, jogadores como Oscar Schmidt e Israel, atletas que marcaram história. Como eles, também estiveram por aqui, nomes que hoje se destacam na NBA, como Leandrinho e Anderson Varejão.

O Ginásio Municipal “Professor Hugo Ramos”, inaugurado em 1996, foi o palco de grandes decisões. Quando o basquete mogiano foi campeão paulista, o "gigante Hugo Ramos chegou a receber 7 mil pessoas durante as finais. É a casa de uma torcida vibrante e apaixonada. Marca registrada da historia do basquete na cidade.

 

O início de uma paixão: Professor "Tuta"

O basquete em Mogi das Cruzes começa a ser forte nos anos 70 quando José Carlos Miller da Silveira, o Tuta, começa a treinar um time universitário na cidade. O esporte se destaca nas escolas que começam a ter bons times. Com o "professor Tuta", muitos jovens jogadores se destacavam, entre eles, o grande jogador da seleção brasileira e hoje secretário de esportes de Mogi das Cruzes, Nilo Guimarães.

Já renomado como um dos grandes responsáveis pelo sucesso do basquete nas escolas, o experiente professor é convidado, em 1993, a ser o secretário de esportes da cidade. Antes, entre o fim dos anos 50 e começo dos anos 60, Tuta já havia passando em um concurso e trabalhado na Secretaria de Esporte e Lazer do Estado de São Paulo.

Em 1995, ainda como secretário, Tuta traz para Mogi das Cruzes o primeiro time profissional de basquete. Com uma boa estrutura financeira, bons patrocínios, bom treinador e um forte time, a identificação da cidade com os jogos (ainda disputados no ginásio do Clube de Campo), já se fez presente. No primeiro ano o time não rende o esperado e só conquista os Jogos Regionais, torneio vencido inúmeras vezes pelo time da cidade no futuro. Mas em 1996, com a mesma base, veio o título mais importante da história. Mogi das Cruzes se sagra Campeão Paulista. Com o ginásio lotado e desfile pela cidade no carro dos bombeiros, Mogi das Cruzes começa a se tornar referência no basquete nacional.

A relação do professor Tuta com o basquete profissional de Mogi das Cruzes vai até o fim de 1997. Depois disso, o homem responsável por trazer o esporte, marca registrada da cidade, se torna mais um torcedor. Desde então, Tuta não tem mais relação profissional com o basquete, mas ainda é torcedor orgulhoso.

“Mogi das Cruzes precisa ter um time profissional. As escolas, há tempos fazem um trabalho de base, mas quando esses jogadores saem da escola não têm para onde ir, poucos conseguem seguir jogando. É preciso fazer um trabalho sério e conquistar patrocínios, só assim os times não vão acabar e a cidade poderá se manter entre os grandes. Minha maior conquista como professor e treinador de muitos jovens não foi ter feitos atletas profissionais, mas sim ter criados pessoas de caráter e de sucesso”, José Carlos Miller da Silveira, professor Tuta.

Thiaguinho

Thiaguinho

Hoje sou Profissional da Educação Superior. Graduado em Administração, especialista em Gestão por Competências, Mestre em Avaliação da Educação Superior e iniciando uma caminhada rumo ao titulo de Doutor, mas nada me faz esquecer do título de 1996.

À época, eu era um jovem aspirante a carreira de atleta e, com 14 para 15 anos, tive a oportunidade de treinar por quase quatro meses com os meus maiores ídolos. Claudio Mortari, Paulinho Vilas-Boas, Pipoka, Danilo, Ratto, Caio Cassiolatto, Tonico e tantos outros.

Pude compartilhar experiências com os últimos amigos que estiveram em uma olimpíada defendendo nosso basquete. Tempo Bom! O ídolo daquela época era o inesquecível Prof. Tuta. Depois de algumas “idas e vindas” por clubes da capital, em 1998 voltei para a “terra do caqui” para defender a saudosa equipe do Mogi.

Com 17 anos, fui convidado pela "lenda viva" Nilo Guimarães para compor a equipe juvenil. Saudade dos meus amigos Thiagão (que faleceu em novembro de 1998), Paulão, P.H, Rafão, André, Edu, tantos outros. Construímos um time com um laço forte de amizade.

Seis meses depois fui compor o grupo adulto, formado por ninguém menos do que Jeffty, Danilo, Tonico, Everaldo, Luisão, e o maior de todos: Márcio Azevedo! Lembro-me até hoje do jogo entre Mogi e Corinthians de Santa Cruz do Sul. Em Mogi, fomos vice-campeões paulistas, perdendo um jogo que não merecíamos. Talvez isso tenha acontecido para que pudéssemos aprender o real valor de nossa parceria. E assim foi 1998.

Em 1999, no time adulto, as responsabilidades aumentavam. Fiz minha estréia com alguns jogos pontuando muito bem (cinco ou sete pontos em 3 minutos). Lembro-me com emoção disso até hoje e guardo as camisetas.

Surgia com grandes perspectivas para uma carreira! Fui um dos maiores cestinhas do estado no ano na categoria juvenil, fato que me levou até a Seleção Paulista. Estreitei os laços com o Nezinho, Willian Drudi, Xuxa, Fúlvio e consolidei uma parceria que se iniciou em 1997, lá no Círculo Militar, com o AMIGO Fernando Fischer! Cresci para o basquete! Em Mogi, fiz o meu primeiro amigo em outra língua, grande Craig Brow. E assim foi 1999.

Veio o ano 2000. Ótimos e muitos convites para sair de Mogi. Talvez se eu os tivesse aceitado provavelmente outras coisas teriam acontecido, mas não o fiz por amar a cidade em que nasci e, claro, pelos amigos. Até então, o Nilo, o Regis, o Pizza e o Frank tinham me ensinado muito mais do que o basquete; são lições que me formaram como homem. O que fica são as lembranças boas e o aprendizado.

Deixei a equipe em 2001. Voltei ao ginásio para alguns amistosos jogando por Suzano e em 2002 fui campeão dos Regionais na “minha casa” jogando por São Sebastião. Rodei pela segunda divisão e por outros estados até parar de jogar em 2006 e avançar na carreira na qual estou hoje. Só voltei ao templo em 2008, e levei minha esposa para conhecer o ginásio no qual vivi os melhores momentos da minha vida de atleta.

O tempo passou. Em 2011, vem o magnífico twitter e o encontro com o grande guru. Danilo Castro, um dos jogadores mais inteligentes que já vi. Fiquei sabendo que o time ia voltar. Me arrepiei ao descobrir. Fiquei emocionado na minha mesa de trabalho e escutando os colegas de trabalho perguntando: “Professor, o que houve?”. A vontade era de dar pulos e correr pro ginásio pra ouvir a torcida.

Mogi voltou. Vou ao ginásio para rever a “minha casa”. Fui tão bem recebido que cheguei a me arrepiar. Erasmo, Caio, Atilio, Gibão e Everton, o Nilo... Fui recebido como um Filho, com abraços calorosos e lembranças emocionantes. Pra completar, encontrei o amigo e irmão Rafão, hoje pivô de um grande time de Portugal, e uma das maiores revelações do nosso basquete: Paulinho. Neste dia eu vi, o quanto foi valorosa a convivência com esses amigos e descobri que, por menor que fosse, existia uma contribuição de minha parte.

Eu joguei em Mogi. Estou na história, isso é fato. Mas o melhor de tudo é saber que hoje, os meus grandes amigos “moram na minha casa”.

Mogivoltou!!!!!

Thiago Francisco

Wagnão

 Wagnão - Raça a favor de Mogi manda seu alô!

Oi pessoal! Depois de quase 5 anos jogando nos Estados Unidos eu estou de volta ao Brasil. Atualmente assinei com o Palmeiras. Eu vi a reforma do Ginásio de Mogi e ficou demais! Realmente a torcida de Mogi merece tudo isso.

Fiquei contente de ver a cidade voltando ao cenário do basquete, pois é uma cidade de tradição no esporte. Sempre teve times fortes e jogadores de nome e nível de Seleção Brasileira, sem falar na torcida fiel que tem né? Pode estar chovendo pedra que os jogos estão sempre lotados. Um grande abraço a todos!

 

Gibão

Gibão

Em 1995 o basquete profissional chega a Mogi das Cruzes. O time começa a fazer seus treinos. Quatro atletas são convocados para a seleção brasileira. O treinador Claudio Mortari pede jogadores da cidade para compor o elenco. É ai que Wagner Roberto de Oliveira, o Gibão, passa a treinar com o time mogiano.

Com 19 anos, Gibão treina entre os profissionais e joga apenas os Jogos Regionais. Com a ideia de compor a equipe, em 1995, o jovem jogador não disputa nenhum campeonato nacional ou estadual.

No ano seguinte, Gibão começa a fazer parte do time titular de Mogi das Cruzes. Ele participa da campanha vitoriosa do paulista de 96. “Foi meu primeiro ano como profissional e foi uma campanha maravilhosa. Nós tínhamos uma equipe forte e unida, certamente foi marcante para todos os jogadores da época”, explica Gibão.

Gibão, por ser mogiano, ganha à identificação com a torcida. “Era emocionante ouvir 3, 4 mil pessoas gritando meu nome. Ainda hoje, varias pessoas me reconhecem e lembram da época em que eu jogava. Mogi das Cruzes é um cidade de potencial, é bom ter um time profissional, faz com que os jogadores novos tenham um objetivo de onde jogar ”.

O jogador ficou no time de Mogi até 1998. Hoje está de volta. Trabalha com a equipe Mogi das Cruzes/Unip. Ajuda os jogadores em diversas taefas do dia a dia e durante os jogos. Bem vindo Gibão!

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